A ciência da virtude

A virtude para Sócrates não era uma lista de obrigações, ao modo estóico, mas a busca de atos bons e racionais, para o êxito da vida prática. Contudo, Sócrates não era um utilitarista, pois buscava aquilo que era útil e racional, e a racionalidade coincide com o autoconhecimento (o conhecimento filosófico da natureza humana) segundo o ideal do “Conhece-te a ti mesmo”. A racionalidade do ato bom aperfeiçoa aquele que o pratica. Nesse sentido, um ato bom é um fim em si mesmo e não apenas como um meio para outra finalidade.

A ética socrática possui uma religiosidade indissociável à sua moral. Ele permanecia imóvel por horas em busca da verdade sobre si. Depois, veremos Platão transformar a ideia do bem moral fazendo-a coincidir com o Bem transcendente, Deus.

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