Sobre pewagnerb

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“De uma coisa podemos ter certeza : não importa quanta moralidade haja ou possa haver numa sociedade que tenha reconhecido estar sem chão, sem propósito e diante de um abismo atravessado apenas por uma frágil prancha feita de convenções, ela pode ser apenas uma moral eticamente infundada. Como tal, é e continuará a ser incontrolável e imprevisível. Ela se constrói; da mesma maneira, pode se desmontar e se reconstruir de outra forma no curso da sociabilidade: à medida que as pessoas se reúnem e se afastam, unem forças e as veem se desintegrar, chegam a um acordo e o desfazem, elas tecem e desmantelam os laços, lealdades e solidariedades que as unem. É tudo o que sabemos. O resto, no entanto – as consequências de tudo isso -, está longe de ser esclarecido” (BAUMAN, Zygmunt. Vida em fragmentos: sobre ética pós-moderna. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 32-33).

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Aparte

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A neurociência tem explicado a relação intrínseca entre a emoção e a razão, de tal modo que uma das implicações para a análise do ato moral poderia ser a compreensão de que a razão também se “apega” emocionalmente aos objetos de sua ação, ou seja, nosso pensamento tende a justificar como “bons” os atos que sempre fazemos ou que nos causam prazer, independentemente de uma consideração ontológica ou das relações que geram.

A ciência da virtude

A virtude para Sócrates não era uma lista de obrigações, ao modo estóico, mas a busca de atos bons e racionais, para o êxito da vida prática. Contudo, Sócrates não era um utilitarista, pois buscava aquilo que era útil e racional, e a racionalidade coincide com o autoconhecimento (o conhecimento filosófico da natureza humana) segundo o ideal do “Conhece-te a ti mesmo”. A racionalidade do ato bom aperfeiçoa aquele que o pratica. Nesse sentido, um ato bom é um fim em si mesmo e não apenas como um meio para outra finalidade.

A ética socrática possui uma religiosidade indissociável à sua moral. Ele permanecia imóvel por horas em busca da verdade sobre si. Depois, veremos Platão transformar a ideia do bem moral fazendo-a coincidir com o Bem transcendente, Deus.

Diretório para os Presbíteros, n. 2

Excerto[1]

Esta identificação sacramental com o Sumo e Eterno Sacerdote insere especificamente o presbítero no mistério trinitário[2] e, por intermédio do mistério de Cristo, na Comunhão ministerial da Igreja, para servir o Povo de Deus[3], não como um encarregado de questões religiosas, mas como Cristo, que veio «não para ser servido,mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão» (Mt 20,28).

 

[1]Fonte: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cclergy/documents/rc_con_cclergy_doc_20130211_direttorio-presbiteri_po.html

[2] Meu grifo.

[3] cf. Conc. Ecum. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, 12.