A imagem da mulher medieval

Prazer, meu nome é COMUNISMO!

O Brasil está mal, muito mal.

Por Ricardo da Costa

Retrato de mulher (c. 1450)

No ano passado (2012) fui convidado pela Profa. Dra. Luciana Eleonora de F. Calado Deplagne a proferir conferência em um evento na Universidade Federal da Paraíba: o “II Seminário de Estudos Medievais da Paraíba – Sábias, Guerreiras, Místicas: homenagem aos 600 anos de Joana D’Arc”. Pois bem. Preparei o trabalho, pesquisei fontes primárias e a bibliografia sobre o tema – diretamente relacionado ao evento. Ocorre que no dia da minha conferência, algumas feministas presentes no local não gostaram do conteúdo de minha apresentação.

O que aconteceu então é inacreditável: os Anais do evento foram publicados e meu texto não. Sequer minha presença foi atestada. É como se eu não tivesse ido. Sequer tiveram a educação de me dizer algo. Que deselegância! A universidade brasileira chegou ao fundo do poço: não existe ambiente para confrontação de idéias.

O trabalho “deletado” do evento foi esse:

http://www.nethistoria.com.br/secao/artigos/1102/a_imagem_da_mulher_medieval_em_o_sonho_1399_e_curial_e_guelfa_c_1460

Detalhe: eu fui o ÚNICO conferencista que chegou no dia COM O TEXTO PRONTO. Li o texto, e a platéia acompanhou no telão!

Resumo: Até quando a História será refém dos grupos políticos de pressão que não cessam de reinventar um passado que nunca existiu? A História das mulheres, particularmente a história da mulher medieval, é uma das que mais sofre com o que o historiador britânico Eric Hobsbawm (1917- ) chamou de mitologização do passado. Após mais de três décadas do surgimento dessa importante vertente historiográfica, a História do Gênero, já é hora de olharmos para a mulher medieval com olhos mais ponderados, e deixarmos para trás o discurso de vitimização feminina. Com base nas propostas metodológicas de leitura das fontes literárias medievais feita pelo historiador espanhol José Enrique Ruiz-Domènec (1948- ), a proposta dessa palestra é apresentar e analisar a imagem feminina em duas obras literárias catalãs: O Sonho (1399) e Curial e Guelfa (c. 1460). Nelas, as mulheres são representadas em dois discursos (O Sonho) e protagonizam as aventuras cavaleirescas de Curial na novela realista catalã da segunda metade do século XV.

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