Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso e só pensam nas coisas terenas (…).  Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo,  puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes. Assim o Deus   da paz estará convosco” (Fl 3, 18-19–4, 8-9).

Luís Martin, pai de Santa Teresinha (alguns traços)

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“Todas as tardes ia a pequeno passeio com papai. Fazíamos juntos nossa visita ao Santíssimo Sacramento, e cada dia visitávamos uma nova igreja. Assim entrei pela primeira vez na capela do Carmelo. Papai mostrou-me as grades do coro, dizendo-me que  atrás delas havia religiosas. Muito longe estava de pensar que, nove anos mais adiante, me encontraria entre elas! …” (grifos meus).

“Nos passeios que fazia com ele, o papai gostava de me mandar entregar a esmola aos pobres que encontrássemos. Certo dia vimos um que se arrastava com dificuldade em muletas. Acerquei-me para lhe dar um óbolo. Mas, não se julgando bastante pobre a ponto de aceitar esmola, ele olhou-me com triste sorriso e não quis pegar o que lhe oferecia. Não consigo descrever o que se passou em meu coração. Quisera consolá-lo e reconfortá-lo. Em lugar disso, porém, julguei que o tinha magoado. O pobre doente adivinhou por certo meu pensamento, pois que o vi virar-se para trás e envolver-me num sorriso. Papai acabava de comprar um doce para mim. Bem me veio a vontade de lho dar, mas não tive coragem. Ainda assim queria dar-lhe alguma cousa que não me pudesse refugar, pois sentia por ele uma simpatia muito grande. Ocorreu-me então ter ouvido falar que, no dia da primeira comunhão, a gente obteria tudo o que pedisse. Este pensamento foi um consolo para mim, e disse comigo mesma, embora só tivesse seis anos ainda: “Rezarei pelo meu pobre no dia da minha primeira comunhão”. Cumpri a promessa cinco anos mais tarde, e espero que o Bom Deus tenha atendido a oração que me inspirara a fazer-lhe por um de seus membros sofredores…” (grifos meus).

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Seu pai, santidade, nome de Batismo, Eucaristia

“Vinha a madrinha fazer o penteado da afilhada. Esta nem sempre ficava quietinha, quando lhe assentavam o cabelo, mas depois tinha toda a satisfação de ir pegar a mão de seu Rei que, em tal dia, lhe dava um abraço mais afetuoso do que de ordinário, pois toda a família se movimentava para a Missa. Em todo o trajeto do caminho, e mesmo dentro da igreja, a “Rainhazinha do Papai” dava-lhe a mão. Tomava lugar ao lado dele, e quando nos víamos obrigados a chegar mais adiante para o sermão, era preciso ainda encontrar dois assentos, um ao lado do outro. Não se tornava muito difícil. Toda a gente parecia achar tão amorável ver um ancião tão imponente com uma filha tão pequenina, que as pessoas não se incomodavam em ceder seus lugares. Meu tio que ficava nos bancos dos fabriqueiros, alegrava-se quando nos via chegar. Dizia ser eu seu mimoso raio de Sol… Por mim, não me inquietava de ser alvo de olhares. Ouvia muito atenta os sermões, dos quais, aliás, não alcançava muita cousa. O primeiro que entendi, e que me comoveu profundamente foi um sermão sobre a Paixão, pregado pelo Padre Ducellier. Dali por diante entendi todos os outros sermões. Quando o pregador falava de Santa Teresa, papai curvava-se para me dizer baixinho: “Escuta bem, minha rainhazinha, ele fala de tua Santa Padroeira”. Realmente, estava escutando bem, mas olhava mais vezes para o papai do que para o pregador. Seu belo semblante dizia-me tantas cousas! … Por vezes, seus olhos marejavam-se de lágrimas. Em vão procurava sopitá-las. Parecia estar já desligado da terra, tanto sua alma gostava de imergir nas verdades eternas … Sua carreira, porém, estava longe do termo final. Longos anos deviam passar, antes que o belo Céu se abrisse a seus olhos embevecidos, e o Senhor enxugasse as lágrimas do seu bom e fiel servidor! …”

Seu pai, santidade, exemplo de oração

“Que direi de nossos serões de inverno, mormente dos de Domingo? Ah! como me era agradável, depois do jogo de damas, sentar-me com Celina nos joelhos de Papai… Como sua bela voz, entoava canções que enchiam a alma de pensamentos elevados… ou então, embalando-nos de mansinho, recitava poesias inspiradas nas verdades eternas… Depois, subíamos para fazer a oração em comum, e a rainhazinha ficava só ao pé do seu Rei, não precisando senão olhar para ele para saber como rezam os Santos… Afinal, íamos por ordem de idade dar boa-noite a Papai e receber um beijo. A rainha vinha naturalmente por última. Para a beijar, o rei tomava-a pelos cotovelos, e ela exclamava bem alto: “Boa noite, Papai, boa noite, dorme bem”. Todas as noites era a mesma repetição…”

Fonte:

HISTÓRIA DE UMA ALMA- MANUSCRITOS AUTOBIOGRÁFICOS. SANTA TERESA DO MENINO JESUS E DA SAGRADA FACE

Família de Santa Teresinha

Pais: Luís Martin (22-8-1823 a 29-7-1894) e Azélia Maria (23-12-1831 a 28-8-1877).

Maria (22-2-1860 a 19-1-1940) (Irmã Maria do Sagrado Coração).

Paulina (7-9-1861 a 28-7-1951) (Madre Inês de Jesus).

Leônia (3-6-1863 a 16-6-1941) (irmã Francisca Teresa).

Helena (13-10-1864 a 22-2-1870).

José Luís (20-9-1866 a 14-2-1867).

José João Batista (19-12-1867 a 24-8-1868).

Celina (28-41869 a 25-2-1959) (Irmã Genoveva da Sagrada Face).

Melânia Teresa (16-8-1870 a 8-10-1870).

Teresa (2-1-1873 a 30-9-1897) (Santa Teresinha).

Portugal na lista negra da pornografia infantil

05 Janeiro 2012

Portugal na lista negra da pornografia infantil

O cenário é traçado num estudo europeu: 15% das crianças portuguesas já foram aliciadas sexualmente na Internet, 13% tiveram acesso a conteúdos sexuais online.

Os pais – 61% – desconhecem o perigo que os menores correm. Portugal está no segundo nível europeu mais elevado de alerta. O DN apurou que o DIAP está a investigar 22 casos de pornografia infantil.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2221811

Internet sem filtro de horário e conteúdo é como casa sem porta.

Eis que retorna a virgem…

Uma nova raça humana a descer das alturas do céu…

O nascimento de uma criança, com a qual a idade de ferro da humanidade

Chega ao fim e uma idade de ouro se inicia…

Sob a tua orientação, por mais que restem vestígios de nossa antiga podridão,

Uma vez livre dela, a terra estará liberta de seu medo incessante…

Por ti, ó menino, a terra, sem ser arada,

Há de dar frutos infinitos…

O teu mesmo berço há de derramar por ti

Ternas flores. Também a serpente há de morrer…

Aceita as tuas grandes honras, pois em breve será chegado o tempo,

Doce filho dos deuses, grande herdeiro de Júpiter!

Vê como ele se abala – o poder abobadado do mundo.

A Terra e o vasto oceano e as profundezas do céu.

Tudo, vê, tomado de alegria pela era que nasce!”

– Virgílio, Quarta Écloga

“O grande filósofo inglês John Stuart Mill observou certa vez que ‘dificilmente será demais lembrar à humanidade que existiu um homem chamado Sócrates’. É verdade; ainda mais importante, porém, é lembrar à humanidade que um homem chamado Jesus Cristo esteve aqui” (Adolf Von Harnack, Universidade de Berlim, ano 1899-1900, em conferências “O que é cristandade?”).