Exame de consciência

“Podeis sondar meu coração, visitá-lo à noite, prová-lo pelo fogo, não encontrareis iniqüidade em mim” (Sl 16,3).

 

  1. 1.                 Porque fazer um exame de consciência?
  2. 2.                 Tipos de consciência.
  3. 3.                 Propósito: O exame geral e o particular.
  4. 4.                 Exercício de autoconhecimento.

 

 

  1. 1.                 Porque fazer um exame de consciência?

 

Pedido

“Querido Deus, até agora o meu dia foi bom:

– não fiz fofoca,

– não perdi a paciência,

– não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica,

– controlei minha TPM,

– não reclamei,

– não praguejei,

– não gritei,

– não tive ataques de ciúmes,

– não comi chocolate,

– também não fiz débitos em meu cartão de crédito (nem do meu marido),

– não dei cheques pré-datados,

Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou por levantar da cama a qualquer momento”…

 

a) Para sermos peixes bons, alcançando a salvação.

 “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que pegou peixes de todo tipo. Quando ficou cheia, os pescadores puxaram a rede para a praia, sentaram-se, recolheram os peixes bons em cestos e jogaram fora os que não prestavam. Assim acontecerá no fim do mundo: os anjos virão para separar os maus dos justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. “Entendestes tudo isso?” — “Sim”, responderam eles” (Mt 13, 47-51).

b) Porque estamos em guerra contra o Mal e contra nós mesmos.

“Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão lutou, juntamente com os seus anjos” (Ap 12,7).

“Caríssimos, eu vos exorto como a migrantes e forasteiros: afastai-vos das paixões humanas, que fazem guerra a vós mesmos”. (I Pd 2,11)

Já observamos uma partida de xadrez? O tempo, a atenção, a revisão e a previsão.

Vigiai e orai, para não cairdes em tentação! O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mc 14,38).

Os apóstolos não vigiaram, mas dormiram. O Mestre suou sangue. O mal eminente veio e não estavam preparados. Começou-se pela desatenção, depois, a negação. Parados, sacos de areia. O inimigo, no entanto, organizado “em grupo”.

O olhar de Jesus converteu a Pedro. Deixar-se encarar por Jesus na oração e na Missa. Pedro levantou-se e foi mártir.

“De onde vêm as guerras? De onde vêm as brigas entre vós? Não vêm, precisamente, das paixões que estão em conflito dentro de vós?” (Tg 4,1).

“Enfim, fortalecei-vos no Senhor, no poder de sua força; revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do diabo. Pois a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço” (Ef 6, 10-2).

c) Porque Cristo nos conhece e nos quer humildes por nossas faltas, orgulhosos por nossos dons.

“Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações” (Jr 1, 5).

“Podeis sondar meu coração, visitá-lo à noite, prová-lo pelo fogo, não encontrareis iniqüidade em mim” (Sl 16,3).

“Sondai-me, Senhor, e provai-me; escrutai meus rins e meu coração” (Sl 25,2).

“Ele sonda o abismo e o coração humano, e penetra os seus pensamentos mais sutis” (Eclo 42,18).

“Eu, porém, que sou o Senhor, sondo os corações e escruto os rins, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações” (Jr 17,10).

 

d) Para sermos mais misericordiosos com nossos irmãos.

Seríamos capazes de derrubar uma porta, matar um cachorro, fazer calar um superior; violências exteriores. Mas, não somos capazes de nos dominar interiormente.

 

  1. 2.                 Tipos de consciência moral.

 A Consciência moral (a dor e o prazer da consciência moral):

Quanto ao objeto, a consciência pode ser a) Verdadeira, ou b) Errônea (vencível, invencível).

Pelo modo de julgar, a consciência pode ser a) escrupulosa (rigorismo); remédio: misericórdia. b) perplexa (indecisa, ignorante);  remédio: estudo. c) laxa (acostumada ao pecado); meditar na justiça divina. d) cauterizada (relativista); remédio: conversão radical; e) farisaica (respeitos humanos); remédio: humildade; f) irrefletida; g) reta (segue a Lei de Deus e a lei natural).

Do ponto de vista do grau de assentimento, a) Certa; b) Provável e c) Duvidosa.

“O meu escudo é Deus, ele salva os que têm o coração reto” (Sl 7,11).

“Alegra-se o justo no Senhor e nele confia. E triunfam todos os retos de coração” (Sl 63,11).

 

  1. 3.                 Propósito: O exame geral e o particular.

Tempo; direção espiritual.

“El examen general parece defensa. -El particular, ataque. -El primero es la armadura. El segundo, espada toledana” (Caminho, 238).

 

  1. 4.                 Exercício de autoconhecimento.

O primeiro passo para formar o caráter é conhecer o que já se é, a fim de se projetar o que Deus e nós queremos ser. Imaginemos as três redes de pesca, daquelas que se armam entre dois barcos. Essas redes pegarão omne genere rerum.

a)                 Misérias. A primeira rede consta de nossas fraquezas morais e humanas. Só se conhece o interior de nossa alma pela luz da graça de Deus. É um trabalho a que naturalmente fugimos, pois a verdade dói, e a sua luz, no princípio, cega. O autoconhecimento cresce com o exame de consciência, mas não somente, convém analisar os efeitos de nosso caráter na convivência com os outros. Depois de descobertas as misérias, perceba-se o defeito dominante, aquele mais constante ou de efeitos mais danosos ao Amor. Depois, inquirir sobre as causas profundas dessas fragilidades.

b)                 Dons naturais. “Irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Assim o Deus da paz estará convosco” (Fl 4, 8.9b).

Não basta descobrir os erros e pedir perdão. Necessitamos tanto quanto aquilo, reconhecer os variados dons naturais que Deus nos concedeu e agradecer sua bondade. Se a primeira rede principiou a gerar a humildade, a segunda rede a aprofunda pela gratidão.  Analisar as quatro Virtudes cardeais. Perceber a virtude dominante, aquela característica que mais me tem impulsionado para o Alto.

c)                 Dons sobrenaturais. Somos filhos de Deus. Como vai a Fé, a Esperança, a Caridade, o zelo em cumprir o plano de vida? Qual dom do Espírito Santo é mais forte em mim? Como anda a minha oração, a presença de Deus, etc?

“Podeis sondar meu coração, visitá-lo à noite, prová-lo pelo fogo, não encontrareis iniqüidade em mim” (Sl 16,3).

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