O que a Igreja nos ensina sobre os métodos contraceptivos

Lúcia de Fátima Studart Menezes

“Ninguém pode ter a Deus por Pai que não tenha a Igreja por mãe” (São Cipriano). Como uma mãe dedicada, a Igreja nos orienta, alimenta e forma.
Transmitir a vida é um dos dons que Deus deu ao homem. Porém, se faz necessário programar essa mesma transmissão, de maneira responsável e consciente. Esse tem sido um desafio aos casais que, muitas vezes por ignorância, adotam métodos que são causadores de incompreensões, falta de diálogo e ainda trazem conseqüências terríveis à saúde.
A Igreja, sempre atenta às dificuldades dos seus fiéis, pronunciou-se a esse respeito em 1968, através da encíclica: “Humanae Vitae”. Nela, o Papa Paulo VI apresenta um ensino coerente, tanto acerca da natureza do matrimônio, quanto sobre o reto uso dos direitos conjugais e dos deveres dos cônjuges.
Considera a paternidade responsável sob diversos aspectos: em relação aos processos biológicos, ela significa conhecimento e respeito pelas suas funções. Em relação às tendências do instinto e das paixões, significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas. Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável se exerce tanto com a deliberação ponderada e generosa, como com a decisão tomada por motivos graves e com respeito pela lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento.
Em vista a todos esses conceitos e definições, podemos concluir que a única via legítima para a regulação dos nascimentos são os métodos naturais, pois apenas eles conduzem o casal à verdadeira paternidade responsável.
O relacionamento conjugal é fruto do amor e tudo o que é amor toca diretamente o coração de Jesus e, portanto, interessa à Igreja, enquanto esposa de Cristo. A Igreja intervém, então, como guardiã do amor. Quando ela recomenda a seus fiéis que não utilizem a pílula ou qualquer instrumento que interrompa a concepção, mostra isso como contrário à ordem da sabedoria de Deus.
Infelizmente, ao ouvirmos sobre os métodos naturais de planejamento familiar, logo nos vem uma rejeição, fruto da desinformação e de comentários infiéis. Na verdade, não podemos falar sobre o que não conhecemos e, por desconhecimento, somos alvo fácil da propaganda enganosa a respeito dos métodos naturais.
O trio contracepção-esterilização-aborto é uma indústria multinacional, multimilionária, ao passo que o planejamento familiar natural é gratuito. Todos os casais têm o direito de, pelo menos, conhecer os métodos para fazerem livremente sua escolha.
Muitos são os métodos anticoncepcionais. Os métodos artificiais de contracepção mais conhecidos e utilizados são: de barreira (camisinha masculina e feminina e diafragma), hormonais (pílula oral, injeção de dose mensal ou trimestral, implantes, adesivos, pílula vaginal) químicos (DIU, pomadas e geléias espermicidas) e os cirúrgicos que na verdade não são métodos contraceptivos e sim esterilizantes. Os métodos comportamentais naturais (tabela, temperatura, sintotérmico, coito interrompido e método de ovulação Billings).

MÉTODOS ARTIFICIAIS

A camisa-de-vênus – “camisinha”
Usada segundo as indicações e sendo de alta qualidade, tem aproximadamente 97% de eficácia. Porém, pela falha no uso, reduz a eficácia para cerca de 80%. O uso da “camisinha” pode inibir a espontaneidade e provocar perda de ereção, resultando em frustração. Ela ainda pode causar irritação na vagina, além de diminuir a sensação, por não ter com o pênis o contato direto.

A pílula
Produz três resultados: 1) Tende a suprimir a ovulação, ou seja, esteriliza. Acarreta, portanto, muito mais que um efeito de caráter ginecológico. 2) Causa danos ao colo do útero, impedindo a produção da secreção que nutre os espermatozóides. 3) Perturba o processo de preparação do útero, cada mês, para que possa receber o embrião, ou seja, uma nova vida. Além disso, pode a pílula, não tendo impedido a ovulação e a concepção, alterar o tempo de chegada do embrião ao útero, fazendo com que seja rejeitado. Resumindo, a pílula é abortiva. A pílula do dia seguinte, como é conhecida a contracepção de emergência, tem sido utilizada em larga escala para quem quer prevenir uma gravidez indesejada, estando disponível até mesmo na rede pública de saúde. Porém a classe médica alerta: esta pílula não deve ser usada como método anticoncepcional. O Dr. José Eleutério Júnior em recente entrevista a um jornal local, explicou que as altas doses de hormônios presentes na pílula do dia seguinte, que tornam as paredes do útero impróprias para a implantação do óvulo, levando a sua eliminação pelo organismo.

DIU (Dispositivo Intra-Uterino)
Impede o desenvolvimento de uma nova vida, pois causa uma reação inflamatória do endométrio de tal forma que o ovo não pode se implantar.
Alguns tipos de DIU levam o risco de perfuração do útero ou da cérvix. Estatísticas apontam que essa perfuração atinge cerca de uma mulher em cada 300 (Escudo Dalkon) e uma em cada 3000 (Cobre T).
A incidência de gravidez, expulsão e remoção devida aos efeitos colaterais é alta no primeiro ano de uso, depois diminui. O DIU tem uma eficácia de 94 a 99%. Se uma gravidez ocorre com o DIU colocado, a possibilidade de aborto espontâneo é de 30 a 50%. Usuárias de um DIU estão aptas a sofrer um aumento de fortes períodos menstruais, especialmente nos primeiros meses de uso.
Enquanto mais e mais mulheres estão preferindo esse método, em razão da insatisfação com a pílula, o DIU não parece resolver o problema delas. Além da possibilidade de cãibras dolorosas, desordens menstruais e infecção interna, algumas mulheres exprimem sentimentos de indignação pela idéia de ter de tolerar por anos e anos aparelhos de metal ou plástico dentro de seus órgãos reprodutores.

MÉTODOS DE CONTROLE RADICAL DA CONCEPÇÃO
Esses métodos são na verdade uma mutilação, pois se extrai um órgão sadio.

Ligadura de trompas
É o nome genérico para a esterilização feminina: ligação ou extirpação das trompas, de modo a impedir que o óvulo possa encontrar-se com os espermatozóides.Conseqüências observadas após a ligadura de trompas: problemas psicológicos, frigidez, ansiedade, depressão, alteração das funções motoras e das sensações, mudança da atividade sexual, aumento do fluxo menstrual, cólicas mais intensas, obesidade.

Vasectomia
É a esterilização masculina. Método contraceptivo radical que através de uma pequena cirurgia na região escrotal, secciona os canais que conduzem os espermatozóides dos testículos para a vesícula seminal, provocando assim a esterilização permanente no homem. Sua eficácia é altíssima, Conseqüências observadas após a vasectomia: traumas conscientes ou inconscientes, favorecimento da impotência sexual psicológica, problemas circulatórios e outros.

MÉTODOS NATURAIS

Ogino-Knaus (Tabela)
Baseia-se no fato de que a ovulação usualmente ocorre dez a dezesseis dias antes da próxima menstruação. Quando ciclos são regulares, o método funciona bem. Porém, tão logo ocorra qualquer irregularidade, o método falha.

Temperatura
Consiste na tomada da temperatura, pela manhã, diariamente. Sua eficácia é comprovada, porém, apresenta algumas dificuldades como: abstinência nos períodos anovulatórios, lactação e pré-menopausa, além da dificuldade do reconhecimento da fase fértil nos estados febris, como gripes e infecções.

Sintotérmico
Combina vários elementos do método da temperatura e da ovulação. O problema principal com a combinação é que, se os diferentes sinais de ovulação estão em discordância, há uma tendência para confusão, ansiedade e abstinência. Assim, o controle da fertilidade se torna muito mais complexo do que deve.

Coito interrompido
Consiste na retirada do pênis no momento da ejaculação. Embora seja um método natural, não é aceito pela Igreja, porque interrompe a relação de forma egoísta e muitas vezes levando à esposa uma frustração por não ver completada a relação e, o que é mais grave, levando muitas vezes o homem a ter ejaculação precoce. É um método falho, pois mesmo antes da ejaculação pode haver liberação de espermatozóides, o que poderia ocasionar a fecundação indesejada.

Ovulação Billings
Foi criado pelo Dr. John Billings, que começou sua pesquisa em 1953. Ele veio superar as dificuldades e os pontos fracos dos métodos anteriores. Baseia-se na percepção da própria mulher a respeito do muco produzido pela cérvix (colo uterino). Aplica-se a todas as fases da vida reprodutiva, ciclos regulares, ciclos irregulares e anovulatórios, amamentação, pré-menopausa e depois de deixar o uso da pílula.
É apontado como o método ideal, por ser gratuito, seguro, não causar danos à saúde e favorecer ao casal diálogo e amor.

Faz-se necessário analisarmos ainda o ato conjugal sob dois aspectos inseparáveis: união e procriação. Todo ato deve levar o casal à unidade e deve também estar aberto à vida.
Muito se fala que a Igreja ensina que todo ato conjugal deve resultar numa gravidez, o que é uma inverdade, pois Deus dispôs com sabedoria leis e ritmos naturais de fecundidade, que já por si mesmos distanciam o suceder-se dos nascimentos. O que a Igreja orienta é que se observe as normas da lei natural.

Bibliografia:
– Paulo VI, Papa. Humanae Vitae. 6ª ed. São Paulo: Paulinas, 1992.
– Billings, Evelyn e Westmore, Ann. O método Billings. São Paulo: Paulinas, 1983.
– Billings, John. O dom da vida e do amor. São Paulo: Loyola, 1995.
– Philippe, Marie-Dominique. No coração do amor. São Paulo: Paulinas, 1997.

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por ,
Comunidade Católica Shalom

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3051

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A consciência segundo Tomás de Aquino – Parte 1

Freqüentemente em nossa época, essa expressão deveria, à primeira vista, facilitar o acesso de um espírito contemporâneo à doutrina de Tomás de Aquino. Não há palavras bastante fortes para afirmar e repetir que se deve sempre seguir a própria consciência – mesmo quando ela se engana! É necessário, no entanto, olhar mais de perto. Além de a palavra não ter sempre o mesmo sentido para ele e para nós, é utilizada num contexto profundamente diferente. Para nós, a consciência tem ressonância eminentemente subjetiva. Vista como instância última diante da qual somos responsáveis, ela é algumas vezes concebida de maneira simplista, a ponto de ser, um pouco ingenuamente, identificada com o que pensamos espontaneamente ou com as reações de nosso meio de origem. Agir segundo a própria consciência seria, então, se conduzir segundo o conformismo ambiente.
Para Tomás, as coisas são menos simples, e ele faz uma idéia mais elevada da grandeza do homem e de sua consciência. Ela é certamente uma instância contra a qual não se pode ir, mas não é a última instância. Nossa dignidade de pessoa humana não se situa numa reivindicação de autonomia absoluta diante de Deus, mas na aceitação de nossa dependência dele. Se quisermos compreender o ensinamento do Mestre de Aquino, deveremos retomá-lo de mais alto. Sem fazer uma exposição completa e ainda menos entrar nos debates contemporâneos, é preciso ao menos lembrar o mais exatamente possível de que se trata, e tentar retirar daí o interesse para a teologia espiritual.
Deve-se, em primeiro lugar, lembrar aquilo que foi dito no capítulo precedente sobre a lei natural, participação na criatura racional da lei eterna, da Providência Divina. Essa participação se realiza por um habitus próprio que Tomás chama, de maneira estranha para nós, de “sindérese”. Esse termo, recebido de São Jerônimo – que o traduz por “centelha da consciência”, e que ele assegura que não se extinguiu mesmo no coração de Caim de pois de seu crime -, é a simples transcrição provavelmente falsa de um termo grego. Se a designação se esclarece em parte pela história da palavra, a função é mais importante ainda porque é da sindérese que depende toda a vida moral da pessoa:
Para que possa haver retidão nos atos humanos, é necessário que haja neles um princípio permanente, de uma retidão imutável, à luz do qual sejam examinadas todas as obras do homem, e que seja de tal sorte que esse princípio permanente resista a tudo o que é mau e dê seu assentimento a tudo o que é bom. Esta é a sindérese, cuja função é desaprovar o mal e inclinar ao bem; deve-se conceder ainda que a sindérese não pode pecar.
De veritate q.16 a.2
Paralela ao intellectus, o habitus que apreende intuitivamente os primeiros princípios da vida intelectual (o ser existe, o não-ser não existe), a sindérese é aquele habitus que apreende e formula os dois grandes princípios da vida moral que trazem em si mesmos a sua evidência: deve-se fazer o bem e evitar o mal. É nessa linha, já o vimos, que se situam as cinco grandes inclinações que decorrem da lei natural: ao bem, à manutenção no existir, à união sexual e à educação dos filhos, ao conhecimento da verdade, à vida social. Embora seja tão importante, a apreensão das intenções primordiais da vida moral e social é insuficiente por si mesma. Alguns princípios do direito natural só serão acessíveis depois de uma elaboração que necessita às vezes de uma longa educação, seja para os indivíduos, seja para a humanidade inteira. Para um conhecimento moral que se quer diretor do agir, esse conhecimento espontâneo dos princípios últimos requer ainda prolongamentos e adaptações às situações concretas. É necessário que a razão prática confronte esses dados primeiros com tudo o que ela sabe por outras fontes sobre os dados naturais e evangélicos que comandam o campo do agir humano e cristão. É preciso também que ela tenha em conta a pessoa comprometida nessa ação particular para determinar a maneira pela qual os princípios gerais se aplicam aqui e agora.
É aqui que intervém a consciência moral. Por mais estranho que possa parecer, a consciência não é uma faculdade nem um habitus, mas um ato da razão prática. Pode-se aceitar o uso corrente que fala da sindérese a partir do habitusque permite realizá-lo, e nesse momento a sindérese seria essa consciência “habitual”, mas propriamente falando a consciência é outra coisa. É o ato pelo qual a razão prática reúne todos os dados à sua disposição (os da sindérese, do conhecimento moral, da experiência, das convicções e opiniões diversas, etc.) com o fim de concluir sua deliberação num juízo prático e normativo. Prático, uma vez que visa orientar a ação, esse juízo permanece na ordem do conhecimento – é, pois, suscetível de ser verdadeiro ou falso. Por essa razão se põe a seu propósito a questão insolúvel da consciência errônea. Tomás ensina que a consciência obriga mesmo quando ela se engana, mas isso não é sem uma razão fundamental:
A obrigação da consciência mesmo errônea é a mesma da lei de Deus (idem est ligamen conscientiae etiam erroneae et legis Dei). A consciência não comanda fazer isso ou evitar isso senão porque ela crê que isso corresponde ou não à lei de Deus. A lei não se aplica aos nossos atos a não ser pela mediação de nossa consciência.
Super ad Rom. 14,14, lect. 2, n. 1120
Reconhece-se nessa última frase o resumo conciso daquilo que se acabou de ler: os grandes princípios morais não encontram sua tradução concreta no agir moral a não ser mediante o juízo da consciência emitido pela razão: “A consciência é de alguma maneira a prescrição (dictamen) da razão” (ST I-II, q.19 a.5). Mas não se deve se enganar; se é assim é porque este juízo, por estar em continuidade com a sindérese, é considerado conforme à lei natural, ela mesma expressão no coração da lei de Deus. Compreende-se,então, por que ir contra sua consciência seria pecar; seria agir contra o que se pensa ser a lei de Deus:
Saber que uma coisa deve ser feita em consciência, isso nada mais é do que julgar que se agiria contra Deus se não o fizesseOra, agir contra Deus é pecar (Super ad Gal. 5,3,lect. 1, n. 282). [Tomás é totalmente formal:] Se um homem julgasse que a razão humana lhe dizia uma coisa contrária à lei de Deus, ele não devia seguir sua razão. Nesses casos, aliás, a razão não estaria completamente no erro. Mas, quando a razão se engana e apresenta algo como uma ordem de Deus, desprezar o ditame da razão seria desprezar a ordem de Deus.
Suma Teológica I-II, q.19 a.5 ad2
Fonte: Jean-Pierre Torrel, OP, Santo Tomás de Aquino, Mestre espiritual, Ed. Loyola

A relação mortal da pílula anticoncepcional com o HIV/AIDS

Joan Claire Robinson
21 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família/pop.org) — A doença mais mortal do mundo, o HIV/AIDS, e a pílula anticoncepcional estão tendo há décadas um “romance” secreto e letal. Embora as mulheres engulam sua “liberdade” com o suco de laranja da manhã, estudos que deveriam ter virado manchetes internacionais amarelaram em revistas médicas que são desconhecidas para o público geral. Só médicos ficaram sabendo acerca do romance mortal da pílula com o HIV/AIDS, e eles estavam ocupados demais escrevendo prescrições para anticoncepcionais hormonais para terem tempo de conversar.
Mais de 50 estudos médicos, até agora, investigaram a ligação do uso dos anticoncepcionais hormonais e a infecção do HIV/AIDS. Os estudos mostram que os anticoncepcionais hormonais — a pílula oral e o Depo-Provera — aumentam quase todos os fatores de risco conhecidos para o HIV, de elevar o risco de uma mulher se infectar, de aumentar a reprodução do vírus HIV, de acelerar a progressão debilitadora e mortal da doença (1).
Um teste médico publicado na revista AIDS em 2009 — monitorando a progressão do HIV pela necessidade de drogas anti-retrovirais (ART) — viu que “o risco de se tornar qualificado para receber ART era quase 70% mais elevado em mulheres que tomavam as pílulas e mais do que 50% mais elevado em mulheres que usavam DMPA [Depo-Provera] do que em mulheres que usavam os DIUs”. (2)
Deixando de fora os estudos, sabe-se bem que o HIV/AIDS atinge mais mulheres do que homens. Alguns argumentariam que esse é um resultado do desejo de homens por parceiras sexuais jovens — e presumivelmente não infectadas. Poucos estão dispostos a discutir uma explicação mais óbvia, isto é, que a pílula e os injetáveis deixam as mulheres particularmente vulneráveis ao HIV/AIDS.
Qual é a gravidade do problema? Os anticoncepcionais orais e o Depo-Provera estão entre os métodos contraceptivos mais populares e usados do mundo. De acordo com um estudo, “Mais de 100 milhões de mulheres no mundo inteiro usam a contracepção hormonal”. (3) Nos EUA, os índices de contracepção hormonal estão acima dos 52% em mulheres solteiras — aquelas que enfrentam o risco mais elevado do HIV/AIDS. Além disso, no interesse de abaixar o índice de natalidade, o FNUAP e a USAID continuam despejando, através de seus navios cargueiros, anticoncepcionais hormonais na África, Haiti e outras nações em desenvolvimento devastadas pela AIDS.
A melhor meta-análise feita até hoje, feita pela Dra. Chia Wang e seus colegas, avaliou os resultados de consenso dos 28 melhores estudos publicados desde 1985. Eles descobriram que a “ligação significativa entre uso de contraceptivos orais e a seroprevalência ou a seroincidência do HVI-1… aumentava à medida que a qualidade do estudo aumentava”. Aliás, “dos melhores estudos, 6 dos 8 detectaram um risco maior de infecção do HVI ligado ao uso dos contraceptivos orais”. (4)

Em Escala Nacional

Além disso, os resultados de Wang mostraram ainda mais ligação entre a pílula e o HIV quando limitaram os estudos àqueles conduzidos em populações africanas. Isso é importante por dois motivos:
Primeiro, a África abaixo do Sahara é o local original da primeira e maior epidemia heterossexual do HIV/AIDS, que até agora infectou um número estimado de 22,4 milhões de pessoas. (5) Esse número representa dois terços do número total de infecções no mundo inteiro.
Segundo, a África abaixo do Sahara tem aguentado décadas de programas de controle populacionais focalizados na contracepção e inúmeros experimentos de contracepção hormonal. “Entre os seis países mais duramente atingidos pela epidemia do HIV/AIDS… dois em três usuários nos seis países usam CO (contraceptivos orais) ou injetáveis”, (6) disse Iqbal Shah da Organização Mundial de Saúde.
De forma semelhante, a Tailândia, louvada por uma predominância contraceptiva de 79.2% em 2000 e mais de 70% hoje, é uma terra em que, “Mais de um de cada 100 adultos neste país de 65 milhões de pessoas está infectado com o HIV”. (7) Entre as mulheres tailandesas, “A contracepção oral é o método mais popular”. (8,9)
Por outro lado, o índice de HIV no Japão está em 0.01%, um dos mais baixos do mundo. (10) Nesse contexto, é importante observar que a pílula de controle de natalidade era ilegal no Japão até 1999, e mesmo hoje só 1% das mulheres japonesas usam a contracepção. Semelhantemente, as Filipinas, que são predominantemente católicas, com uma resistência popular de longa data à contracepção, se gaba de uma “prevalência de HIV de apenas 0.02%.” (11)

Mudanças Hormonais Elevam o Risco do HIV

Os estudos que demonstram uma conexão entre contraceptivos hormonais e infecção do HIV/AIDS admitem alguns mecanismos em ação.
Primeiro, vamos rever os conceitos básicos. O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é carregado em sangue quente ou fluídos sexuais. Infecta por meio de tecidos frágeis, inflamados, sangrando ou picado por agulha, ataca específicas células-T do sistema imunológico, e provoca a doença incurável e debilitadora conhecida como AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).
Os contraceptivos hormonais aumentam quase todos os fatores de risco conhecidos da infecção do HIV.
Estudos têm revelado que os contraceptivos hormonais “alteram o microambiente da mulher” (12) e aumentam a contagem celular daquelas células específicas que o HIV usa para infectar e se propagar (os co-receptores do HIV CCR5 nos linfócitos T CD4+ no colo do útero).
Além disso, um efeito colateral da progesterona conhecido para as mulheres americanas como “sangramento entre uma menstruação e outra” é provocado quando contraceptivos hormonais engrossam excessivamente a camada uterina. A grande superfície sangrante do útero cria um local ideal para a infecção do HIV.
A progesterona também tem como efeito a supressão imunológica, o que significa que as mulheres que usam contraceptivos hormonais têm muito menos defesas naturais contra o HIV e outras DSTs, tais como a infecção de clamídia ou herpes genital (HSV-2). (13,14) Num estudo, “a própria infecção do HSV-2 mais do que triplicou o risco da infecção do HIV”. (15)
Na vagina, o aumento de sangue e os efeitos hormonais independentes da pílula eliminam a proteção natural do ácido pH contra infecções. Além do mais, um famoso estudo de macacos resos revelou que os contraceptivos hormonais engrossam as paredes da vagina e de forma acentuada aumentam a infecção do SIV (o equivalente entre maçados do HIV). (16) A secura vaginal, outro efeito colateral dos contraceptivos hormonais, não só é dolorosa, mas também deixa a mulher suscetível a escoriações e abrasões — locais férteis para infecção.
Um estudo indica: “A nível celular, os contraceptivos hormonais têm sido associados a inflamações na vagina e no colo do útero”. (17)
Além disso, o controle da natalidade hormonal faz com que o frágil tecido do colo do útero cresça além de seus limites naturais e substitua o que normalmente seria a grossa membrana protetora. Essa “ectopia do colo do útero” é perigosa porque a superfície fina do colo do útero é o principal local para a infecção do HIV. (18)
Considerando todos esses diferentes modos com que a contracepção hormonal promove a infecção do HIV/AIDS, não é de surpreender que vários estudos mostrem que as mulheres que usam a pílula, Depo-Provera, etc., têm mais probabilidade de serem infectadas não só com uma, mas com muitas variedades do HIV. Isso “por sua vez leva a níveis mais elevados de reprodução viral e progressão mais rápida da doença HIV-1”. (19, 20, 21)
Mulheres que usam contraceptivos hormonais não só têm mais probabilidade de contrair o HIV/AIDS, mas também têm mais probabilidade de passá-lo para seus parceiros sexuais. Os três estudos que focalizaram no “impacto da contracepção hormonal no corrimento do colo do útero do vírus ligado às células” (22) revelaram que as mulheres portadoras do HIV e usuárias de contraceptivos hormonais têm uma probabilidade muito maior de vazar o HIV em seus fluídos do corpo. As usuárias da pílula de dosagem elevada tinham uma probabilidade 12 vezes maior de vazar o vírus HIV do que as mulheres que não usavam a contracepção; usuárias da dosagem baixa tinham uma probabilidade 4 vezes maior, e as usuárias de Depo-Provera tinham uma probabilidade 3 vezes maior. (23)

Os promotores da pílula recuam

Alguns rechaçam completamente o impressionante volume de pesquisas científicas que demonstram uma ligação entre a pílula e o HIV. Eles fazem citações de um punhado de estudos e testes altamente seletivos que afirmam não terem encontrado “nenhum aumento no risco do HIV entre usuárias de contraceptivos orais e Depo-Provera”. (24)
O problema com muitos desses estudos, tais como Mati et al. 1995, Kapiga et al. 1998, e Sinei et al. 1996 é que eles foram conduzidos com e mediante “clínicas de planejamento familiar”. Já que o principal negócio dessas clínicas é a promoção, venda e distribuição de contraceptivos, a possibilidade de tendenciosidade é inegável. Quem entregaria nas mãos da empresa Marlboro a tarefa de monitorar um estudo sobre a ligação entre os cigarros e o câncer?
Além disso, um punhado de estudos que nega uma ligação entre a contracepção hormonal e maior risco de contrair o HIV são insignificantes diante dos mais de 50 estudos que não só revelaram tal ligação, mas também explicaram de forma convincente e precisa o que é que contribui para a propagação da doença em tal contracepção.
Entretanto, as organizações de controle populacional continuam a fazer pressões políticas, legais e sociais para que haja mais contracepção, não menos. Veja, por exemplo, o Dr. Willard Cates, presidente do Instituto de Saúde da Família de Family Health International (FHI), um dos maiores fornecedores de contracepção hormonal para o mundo em desenvolvimento. Cates escreveu para a Revista da Associação Médica Americana: “Impedir gravidezes não-intencionais entre mulheres infectadas pelo HIV que atualmente não desejam engravidar é um modo importante e econômico de impedir novas infecções de HIV entre bebês… Deve-se fazer mais para garantir o acesso à contracepção segura e eficaz para as mulheres infectadas pelo HIV”. (25)
Obviamente, a preocupação de FHI aí é menos impedir a infecção de bebês em gestação do que continuar a tirar a fertilidade de tantas mulheres quanto for possível por meio da contracepção, com o dinheiro de nossos impostos. O que essa organização se recusa a admitir, porém, é que ao fazer isso está contribuindo para a propagação do vírus HIV.
Quantas vidas estão sendo perdidas porque continuamos a enviar navios carregados de contraceptivos hormonais para um continente e para países que estão sofrendo sob uma epidemia generalizada de HIV/AIDS? Já não é hora de pararmos?
Veja o relatório na íntegra na edição de maio/junho do PRI Review.

Notas finais

1 Baeten et al. 2003, “Hormonal Influences on HIV Disease and Co-Morbidites.” J Acquir Immune Def Syndr. 2005, Vol 38, Suppl 1: S19
http://www.iasociety.org/Article.aspx?elementId=11977; Stringer et al, AIDS. 2009, 23:1377-1382
3 Baeten et al. 2003 J Acquir Immune Def Syndr, 2005, S18
4 Wang et al., 1999, JAIDS
http://www.avert.org/hiv-aids-africa.htm
6 Shah, I. 2003, J Acquir Immune Def Syndr, 2005
http://www.avert.org/thailand-aids-hiv.htm
http://www.prb.org/Countries/Thailand.aspx
http://www.searo.who.int/LinkFiles/Family_Planning_Fact_Sheets_thailand.pdf
10 http://apps.who.int/globalatlas/predefinedReports/EFS2006/EFS_PDFs/EFS2006_JP.pdf. (Homosexual men account for just over half of Japan’s domestic HIV cases.)
11 http://www.wpro.who.int/countries/2009/phl/
12 Prakash et al. 2004; Prakash et al. 2002; Furth et al., 1990
13 Baeten et al. 2001; Cottingham et al. 1992; Avonts et al. 1990; Louv et al. 1989
14 Hunt et al. 1998; Zang et al. 2002; Gillgrass et al; 2003
15 http://www.iasociety.org/Article.aspx?elementId=10470; Baeten et al. 2007
16 Marx et al. 1996; Abel et al. 2004; Veazey et al. 2005
17 Baeten et al. 2001; Ghanem et al. 2005
18 Baeten et al. 2007; Critchlow et al. 1995; Louv et al. 1989; Plourde et al. 1994
19 Beaten et al. 2003; Poss et al. 1995; Long et al. 2000
20 Furth et al. 1990
21 Baeten et al. 2007, Clinical and Infectious Diseases, 360-361
22 Stringer et al. 2008
23 Wang et al. 2004; Mostad et al. 1997; Clemetson et al. 1993
24 Mauck, C. 2005, S11; Studies noted: Mati et al. 1995; Kapiga et al. 1998
25 JAMA. 2006; 296:2802
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês:http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/apr/10042109.html
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http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2010/05/relacao-mortal-da-pilula.html

A cultura contraceptiva tira o poder econômico das mulheres

Kathleen Gilbert
14 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família) — A revolução contraceptiva tem, ao contrário de sua imagem, tirado as riquezas e o poder das mulheres e é na realidade “profundamente sexista”, de acordo com a análise de um economista.
No artigo, intitulado “Bitter Pill” (Pílula Amarga) e que aparece na edição mais recente da revista First Things, o economista Timothy Reichert afirma que dá para se articular com eficácia argumentos contra a contracepção “usando a linguagem da ciência social, que é a linguagem da cultura predominante”. Em vez de formular o debate como “um argumento de fé e religião conversando sobre assuntos que vão além da esfera uma da outra”, aqueles que se opõem à contracepção podem formular o debate em termos dos danos objetivos que a contracepção causa à sociedade.
De acordo com Reichert, uma importante fonte do problema é que a contracepção separa o “mercado” tradicional de casamento em dois mercados separados: um mercado para o casamento, e um mercado para o sexo livre, criado graças à significativa redução de custo do sexo desacoplado da gravidez. Mas, diz ele, embora essa situação não seja intrinsecamente má de uma perspectiva econômica, se há “desequilíbrios” nos dois mercados então “o ‘preço’ do casamento ou do sexo pende em favor do homem ou da mulher”.
Ao passo que no passado, diz ele, “o mercado de casamento era, por definição, constituído pelo mesmo número de homens e mulheres, não há garantia de que logo que é separado em dois mercados, os homens e as mulheres se combinarão no mercado de sexo e casamento de tal maneira que números aproximadamente iguais de cada sexo ocuparão cada mercado”.
No final das contas, Reichert sustenta, as mulheres terminam entrando no mercado de casamento em números maiores do que os homens, devido a seu interesse natural de criar filhos num lar estável. Enquanto isso, o economista observa que os homens, que podem se reproduzir muito mais tarde na vida do que as mulheres e são compelidos pela natureza a investir muito menos no processo de gravidez, enfrentam bem menos incentivos para mudar de um mercado para o próximo.
“O resultado é fácil de ver”, escreve Reichert. Embora as mulheres tenham um poder de negociação no mercado sexual como a “mercadoria escassa”, escreve ele, “o quadro é muito diferente logo que as mesmas mulheres fazem a troca para o mercado de casamento”: “A relativa escassez de homens casáveis significa que a competição entre mulheres por homens casáveis é mais feroz do que a competição que as mulheres de gerações anteriores enfrentavam. Com o tempo, isso significa que os ‘acordos que elas fecham’ ficam piores para elas e melhores para os homens”.
O casamento como uma instituição, escreve ele, subsequentemente perdeu seu caráter contratual de promover o bem-estar das mulheres e seus filhos, se tornando em vez disso algo que é “mais frágil e se assemelha a uma troca no mercado de compra e venda à vista”. O resultado é que “os homens tomam mais e mais dos ‘ganhos de negócio’ que o casamento cria, e as mulheres tomam menos e menos”.
Reichert enumera alguns efeitos colaterais adversos e danosos dessa redistribuição, inclusive maiores índices de divórcio, um mercado de moradia movido por marido e esposa que trabalham fora, infidelidade mais fácil e uma demanda maior de aborto.
Com relação ao aumento de aborto, Reichert diz que as mulheres que têm investido numa carreira futura, de uma maneira previsível, “precisarão recorrer a abortos” caso a contracepção falhe.
“O custo de hoje de uma gravidez indesejada não é um casamento forçado”, escreve ele. “Em vez disso, o custo é a perda de tremendos investimentos em capital humano direcionado para a participação do mercado de trabalho durante as primeiras fases da vida dos bebês. Isso aumenta a demanda de abortos (que impedem a perda desse capital humano)”.
O impacto nos filhos, ele argumenta, inevitavelmente reflete o impacto em suas mães: “Considerando que o bem-estar das mulheres em grande parte determina o bem-estar das crianças, essa redistribuição tem em parte sido ‘financiada’ por uma perda de bem-estar das crianças”, escreve o economista. “Em outras palavras, quanto pior é a situação das mulheres, pior é a situação dos filhos que elas sustentam. Na dedução final, as mulheres e as crianças são os grandes perdedores na sociedade contraceptiva”.
Reichert conclui que a redistribuição de bem-estar efetuada pela contracepção é “profunda — e alarmante”.
“As sociedades são estruturadas ao redor de muitos objetivos, mas uma de suas principais razões de existir é a proteção dos fracos”, escreve ele. “Isso significa os velhos, os jovens, a gravidez e as mulheres que criam filhos. A contracepção mina essa obrigação fundamental e, ao fazer isso, mina a legitimidade do contrato social.
“Quando a estrutura social de uma sociedade é direcionada para transferir o bem-estar dos fracos para os fortes, em vez do contrário, não conseguirá sobreviver em longo prazo”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês:http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/apr/10041510.html
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http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2010/04/cultura-contraceptiva-tira-o-poder.html

Jovem mexicano relata processo de conversão ao abandonar estilo de vida homossexual

A HAIA, 07 Abr. 11 (ACI) .- Guillermo Márquez, coordenador do Courage Latino de Querétaro (México), fundou e pertenceu a um grupo “com características similares aos do grupo do Pe. (Robert) Coogan” – a Comunidade São Elredo, em Saltillo, México-, entretanto e com o passar do tempo decidiu abandoná-lo, pois “percebia que não podia estar bem com Deus nem com a Igreja se mantinha um estilo de vida homossexual”.
Em comunicação com a agência ACI Prensa em espanhol, Guillermo Márquez relatou seu processo de conversão e explicou que “Deus foi guiando, através dos conselhos dos sacerdotes que ele consultava, que o caminho de uma vida sexual ativa, mesmo com uma única pessoa do meu mesmo sexo, não podia me trazer felicidade”.”Pouco a pouco fui percebendo que, quanto mais tempo passava sem ter relações sexuais, melhor ia me sentindo, mais feliz, mais estável. Assim que começou a chamar-me a atenção e a atrair-me a vida de castidade. Foi um processo longo, às vezes difícil, mas seguro de amadurecimento emocional e espiritual”, afirmou.

Márquez disse que abandonou o estilo de vida homossexual e, com isso, o primeiro grupo no qual se encontrava (similar à comunidade São Elredo de Saltillo que apóia as uniões homossexuais e atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo), já que este “ia se convertendo em um grupo social. Permitia-se a entrada de casais do mesmo sexo. Embora (no grupo) não se fomentava que se formassem novos casais, tampouco se pedia que os membros deixassem de formar um casal”.

Em entrevista concedida à ACI Prensa no dia 17 de março, o fundador do grupo São Elredo da diocese de Saltillo, Pe. Robert Coogan, tinha explicado que apóia as uniões homossexuais e também expressou diversos questionamentos ao ensinamento da Igreja através do Catecismo e tinha explicado que o grupo que dirige conta com o apoio do Bispo Raúl Vera.

Guillermo Márquez disse também à ACI Prensa que no primeiro grupo ao qual pertenceu “os temas espinhosos sobre moral sexual, castidade, etc., não eram mencionados para não entrar em debate ou provocar problemas entre os integrantes do grupo”.

Este processo de conversão levou Guillermo Márquez ao Courage Latino, aonde ingressou no princípio de 2008 através de um retiro.

“Este retiro foi muito importante para mim -disse à ACI Prensa- porque como já andava em um caminho de descobrimento da castidade, isto permitiu-me finalmente, encontrar o que eu andava procurando. Um apostolado no qual existem pessoas com os mesmos objetivos que eu, com aspirações similares de acreditar em Cristo mas também de acreditar em Cristo”.

No Courage Latino Guillermo descobriu “que a Igreja Católica não me rejeita nem me abandona, que a homossexualidade não é genética e que ninguém nasce sendo homossexual. Que não somos gays ou homossexuais mas homens e mulheres com atração ao mesmo sexo (AMS)”.

O líder do Courage Latino em Querétaro assinalou ademais que “conheço ambos os caminhos e sei que, pelo caminho do estilo de vida chamado gay ninguém pode ser feliz”.

“Esse caminho está cheio de insegurança, medo, insatisfação, vazio profundo, irritação e, em muitos casos, cheio de promiscuidade, vícios ao sexo, à pornografia, às drogas e ao álcool e à busca interminável de amor através de relações destrutivas e de co-dependência”.

Guillermo também precisou à ACI Prensa que no Courage “condenamos rotundamente qualquer sinal de discriminação injusta, qualquer atropelo, ofensa ou agressão a pessoas com o AMS. Isto não pode ser tolerado em nenhum círculo público muito menos cristão”.

“Courage Latino é fiel ao ensinamento da Igreja Católica, mas não se reduz a viver castamente. Courage quer que sejamos melhores cristãos procurando o crescimento, a integração e a alegria, e para isso usa o ensinamento da Igreja. A meta é a santidade”, concluiu.