“É particularmente importante que o sacerdote compreenda a motivação teológica da lei eclesiástica do celibato. Enquanto lei, exprime a vontade da Igreja, antes mesmo que seja expressa a vontade do sujeito através da sua disponibilidade. Mas a vontade da Igreja encontra a sua motivação última na conexão que o celibato tem com a Ordenação sagrada, a qual configura o sacerdote a Cristo Jesus, Cabeça e Esposo da Igreja. Esta como Esposa de Cristo quer ser amada pelo sacerdote do modo total e exclusivo com que Jesus Cristo Cabeça e Esposo a amou. O celibato sacerdotal, é então, o dom de si em e com Cristo à sua Igreja e exprime o serviço do presbítero à Igreja no e com o Senhor. (Pastores dabo vobis, 29)

K. Barth, eminente teólogo protestante
“É um fato – e a ética protestante na sua exaltação do matrimônio nascida da luta contra o celibato romano dos sacerdotes e dos religiosos descuidou deste ponto com uma boa dose de leviandade – que Jesus Cristo não teve outra amada, noiva, esposa, família, ou outro lar senão a sua comunidade” (1969).

Este Sínodo, nova e veementemente, afirma tudo quanto a Igreja latina e alguns ritos orientais preconizam, a saber, que o sacerdócio seja conferido somente àqueles homens que receberam de Deus o dom da vocação à castidade celibatária…
O Sínodo não quer deixar dúvidas na mente de ninguém sobre a firme vontade da Igreja de manter a lei que exige o celibato livremente escolhido e perpétuo para os candidatos à ordenação sacerdotal no rito latino.
( Propositio 11 do sínodo de 1990, em Pastores dabo vobis).

“Pela livre escolha do celibato sacerdotal, o sacerdote renuncia a uma paternidade terrena e ganha uma participação na Paternidade de Deus. Em lugar de ser pai de um ou de alguns filhos na terra, torna-se capaz de amar a todos em Cristo. Sim, Jesus chama o seu sacerdote para que leve o terno amor de seu Pai a todas e a cada uma das pessoas. Por essa razão, a gente o chama de padre (pai) ”  (Madre Teresa de Calcutá).

Estar casado, formar um casal estável mitiga o estresse, afirma pesquisa

MADRI, 20 Ago. 10 (ACI/Europa Press) .- Estar casado ou formar um casal estável reduz a produção de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, segundo os resultados de um estudo realizado pelas universidades americanas de Chicago e Northwestern entre mais de 500 estudantes do mestrado e publicado na revista Stress.Dos quinhentos estudantes escolhidos da Escola de Negócios de Chicago, em torno de 40 por cento dos homens e 53 por cento das mulheres estavam casados ou em relações estáveis e a média de idade entre eles é de 29 anos para os 348 homens e de 27 anos para as 153 mulheres pesquisadas.

Durante o estudo, os alunos participaram de um teste que media suas capacidades econômicas, entregando amostras de saliva antes e depois da dinâmica para medir seus níveis de hormônios. Para fazer mais “estressante” a prova, a cada estudante foi dito que esta prova “teria um impacto muito importante em seu futuro profissional”, explicam os autores.

Deste modo, os investigadores americanos comprovaram que os níveis de cortisol estavam elevados em toda a mostra após realizarem o teste, embora as mulheres tenham apresentado incrementos mais altos que os homens. A experiência também fez descender o índice de testosterona nos homens, mas não nas mulheres.

Não obstante, o que mais surpreendeu aos cientistas foi que, com independência do sexo, as pessoas “solteiras” apresentaram incrementos ainda mais altos que a média. Ao contrário, os homens solteiros mostraram maiores níveis basais de testosterona que seus companheiros casados.

“Pode ser que o matrimônio por si mesmo seja estressante, mas parece ser que também torna mais fácil enfrentar as situações estressantes da vida diária”, aponta o diretor do estudo, o professor Dario Maestripieri. De fato, “demonstramos que a estabilidade no casal reduz o efeito do cortisol como resposta ao estresse psicológico”, assinala.

Cristo desposou a carne

Evangelho segundo S. Mateus 22,1-14.

Tendo Jesus recomeçado a falar em parábolas, disse-lhes: «O Reino do Céu é comparável a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram comparecer. De novo mandou outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: O meu banquete está pronto; abateram-se os meus bois e as minhas reses gordas; tudo está preparado. Vinde às bodas.’ Mas eles, sem se importarem, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio. Os restantes, apoderando-se dos servos, maltrataram-nos e mataram-nos. O rei ficou irado e enviou as suas tropas, que exterminaram aqueles assassinos e incendiaram a sua cidade. Disse, depois, aos servos: ‘O banquete das núpcias está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes.’ Os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos aqueles que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete encheu-se de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, viu um homem que não trazia o traje nupcial. E disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’ Mas ele emudeceu. O rei disse, então, aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.’ Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São Gregório Magno (c. 540-604), papa e Doutor da Igreja 
Homilias sobre o Evangelho, nº 38 


«Felizes os convidados para as núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9)

Compreendestes quem é o Rei, Pai de um Filho que também é Rei? É Aquele acerca de Quem o salmista afirmava: «Ó Deus, dai o Vosso juízo ao rei e a Vossa justiça ao filho do rei» (71, 1). […] Ele «preparou um banquete nupcial para o seu filho»; ou seja, o Pai celebra as núpcias do Rei Seu Filho, a união da Igreja com Ele, no mistério da encarnação. E o seio da Virgem Maria foi o quarto nupcial deste Esposo. Por isso, há outro salmo que diz: «Do sol fez a Sua tenda, Ele mesmo é como um esposo que sai do seu pavilhão de núpcias» (18, 5-6). […]


Ele mandou os servos convidar os amigos para esta boda. Enviou-os uma vez, e depois uma segunda vez, ou seja, primeiro os profetas, depois os apóstolos, a anunciar a encarnação do Senhor. […] Pelos profetas, anunciou como futura a encarnação do Seu Filho único, pelos apóstolos pregou-a, depois de realizada.


«Mas eles, sem se importarem, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio»; ir para o campo consiste em prestar atenção exclusivamente às tarefas deste mundo; ir para o negócio consiste em procurar avidamente o próprio lucro nos negócios deste mundo. Um e outro esquecem o mistério da encarnação, não conformando a sua vida com ele. […] Mais grave ainda é o caso daqueles que, não se contentando em desprezar os favores Daquele que os chama, ainda O perseguem. […] Mas o Senhor não ficará com lugares vazios no festim das núpcias do Rei Seu Filho. Manda procurar outros convivas, porque a Palavra de Deus, permanecendo embora ainda ignorada por muitos, encontrará um dia onde repousar. […]


Mas vós, irmãos, que pela graça de Deus já entrastes na sala do festim, isto é, na Santa Igreja, examinai-vos atentamente, não vá acontecer que, ao entrar, o Rei encontre algum reparo a fazer na veste da vossa alma. 



Fonte: http://www.evangelizo.org

«Já não são dois, mas um só»

Ritual do Matrimónio

Pai Santo, Criador do universo,
que formastes o homem e a mulher à Vossa imagem
e quisestes abençoar a família por eles formada,
humildemente Vos suplicamos por estes Vossos servos
que hoje se unem pelo sacramento do matrimónio.
Desça, Senhor, sobre esta esposa e o seu marido
a abundância das Vossas bênçãos,
e a virtude do Espírito Santo inflame os seus corações
para que, no dom recíproco do seu amor,
alegrem com os seus filhos a família e a Igreja.
Eles Vos louvem, Senhor, na alegria,
eles Vos procurem na tristeza,
no trabalho sintam a Vossa ajuda
e nas dificuldades a Vossa consolação;
rezem na assembleia cristã
e sejam Vossas testemunhas no mundo.
E, depois de uma vida longa e feliz,
alcancem, com todos estes seus amigos,
a felicidade no Reino dos Céus.